Programação

  • Geral

    "LITERATURA CATARINENSE:

    seu estudo, seu ensino"

    Disciplina: Literatura em Santa Catarina

     

    Sejam bem-vindos à pagina da disciplina optativa "Literatura em Santa Catarina".

    Vamos, durante 15 semanas do nosso Curso, tomar contato com a cultura catarinense, descobrir a identidade cultural desse povo e passear por aquilo que dizia o Prof. Lauro Junkes ser um mosaico étnico.
     
    Seu primeiro compromisso é fazer a leitura atenta do Plano de Ensino que está postado no ambiente e, se tiver alguma dúvida, comentar no fórum.
     
    Todo o material indicado para leitura será disponibilizado no próprio ambiente em forma de link ou na webteca. Além disso, o material será disponibilizado, também, no xerox do CCE.

    Neste primeiro momento, convido vocês a assistirem o vídeo do . Descubram a autoria da letra, da música e a data da sua criação. Além disso, qual é o significado dessa letra, qual seria uma possível interpretação?
     
    Diante da diversidade da cultura catarinense, apresento aqui um recorte bem peculiar, especialmente da Ilha de Santa Catarina:

     

    Conto de Franklin Cascaes: Vassoura Bruxólica

    "É, neste mundo de Deus, há muitos mistérios e esta gente simples aqui da Ilha vive estas coisas quase como uma realidade. Meus lobisomens, bruxas, demônios e boitatás existem". Sempre foi crença do povo hospitaleiro desta Ilha dos famosos bois de mamão que, na Sexta-Feira-Santa, não se deve tomar instrumentos de trabalho para usa-los, seja qual finalidade for. É também costume tradicional deste povo, descendentes de colonos açorianos, que, na Sexta-Feira-Santa, a partir de zero hora, devem banhar-se nas ondas do mar, levando consigo animais domésticos, para purificarem-se e protegerem-se de todos os males do corpo físico e espiritual. As águas colhidas nesta hora servem para todo o tipo de cura. É a fé, longínqua dos tempos, aliada a superstição, ao medo e ao amor pela conservação do corpo físico, na cura dos males que atacam o homem em franca vivencia espiritual e física com o seu Deus. As forcas atuantes de praticas religiosas freiam os instintos animalescos do homem, encaminhando-o, espiritualmente, para viver com bons modos junto com o seu Deus, com a cultura, na sociedade e conseqüentemente com o seu próximo. Entrementes, sempre aparecem nos meandros desses cenários fantásticos, e outros moderados, pessoas que se arrojam contra os poderes divinos, maltratando esses conjuntos de sociedades freadoras, veículos insubstituíveis de abrandamento de sofrimentos que martirizam e acoitam a criatura humana. Um caso de desrespeito espiritual aconteceu ha muitos anos passados, lá pras bandas do sul da Ilha de Santa Catarina. A Maria Vivina, moradora da praia dos Naufragados, fez uma aposta com a Carrica, de que, na Sexta-Feira-Santa daquele ano, ela tomaria uma vassoura e com a mesma, varreria o quintal de sua casa e,certeza tinha, nada lhe aconteceria de extraordinário. Apostaram um par de tamancos contra uma botina. E firmaram a promessa da aposta, casando-a. Quando a Vivina deu a primeira varredela, a vassoura soltou-se de suas mãos qui nem um relâmpago, metamorfoseou-se em bruxa, ganhou altura sobre o morro do Ribeirão da Ilha e desapareceu, num repente, no espaço sideral das alturas incomensuráveis da quimera. A Maria Vivina caiu de joelhos no terreiro, rezou e pediu perdão aos céus pelo ato impensado que havia cometido contra as ordens divinas, chorando copiosamente. A Carrica abraçou-se com ela e ambas choraram e sentiram o amargo do néctar da desobediência humana. Nenhuma das duas era bruxa, porque a vassoura, que e um instrumento de montaria de bruxas, foi embora, viajar pelo espaço sideral, sozinha. Oh! Minha querida Ilha de Santa Catarina de Alexandria, és a graciosa sereia que repousa sobre brancas areias de comoros errantes, sambaquis seculares, banhada pelas ondas acasteladas do oceano, perfumada pela brisa acariciante dos ventos e enxuta com as toalhas felpudas dos raios solares que beijam calorosamente seu corpo mitológico.

    Terminada a leitura, vocês estão convidados a realizarem a atividade da semana.


    Bons estudos!

    ________________________________________________________
    ______________________________

    • Tópico 1

      Semana de 25 de março a 01 de abril
       
       
      Mapa de Santa Catarina

      Ouviu o Hino do Estado de Santa Catarina, prestou atenção na letra? Existem muitos comentários e polêmicas a respeito do nosso Hino. Uma das mais contundentes está relacionada ao fato de a letra ter sido escrita para a participação em um concurso de um Hino da Abolição da Escravatura. O autor não teria sido classificado e, então, seus amigos teriam indicado sua composição para representar o Hino do Estado de Santa Catarina.
       
      Leia um dentre os muitos comentários sobre essa composição e a tentativa de alteração desse Hino.

       

      Tivemos a oportunidade na semana que passou de, através de diferentes imagens, percorrer o Estado de Santa Catarina. Podemos observar a diversidade cultural de nosso Estado, a riqueza da cultura, o mosaico étnico que dá especial contorno e traça essa identidade cultural por meio dessa diversidade.

      Durante esta semana, vamos refletir um pouco sobre o aspecto cultural mais específico que nos traz a esta disciplina: a Literatura em Santa Catarina.
      Você vai escolher uma leitura com o objetivo de traçar um panorama da Literatura no Estado de Santa Catarina desde seus primeiros registros até, aproximadamente, a década de 1980. Você terá à sua disposição, três textos. São eles:
      1 – JUNKES, Lauro. A literatura de Santa Catarina: síntese informativa. Florianópolis: Ed. Do Autor, UFSC, 1992.
      2 – MELO, Osvaldo Ferreira de. Introdução à história da literatura catarinense. Porto Alegre: Movimento: 2001.
      3 – “Panorâmica da Literatura em Santa Catarina”, por Celestino Sachet.
      Os textos estão na webteca da disciplina e no xerox do CCE/A.
      Escolhi os textos levando em consideração a autoridade que representam os autores, relativamente a esse tema.
      Após as leituras, você deverá escrever um comentário sobre o(s) texto(s) lido(s), incluindo/acrescentando algum dado novo sobre o tema. Seu comentário deve ter no máximo uma página.
      Boa semana!
      Profa. Zilma
      _____________________________________________________
      __________________________________
    • Tópico 2

      Semana de 1º a 08 de abril

      Narrativas de Viagem

      Werner Zotz

       

      Após a leitura com o propósito de traçarmos a panorâmica da Literatura em Santa Catarina, podemos iniciar uma trajetória cronológica, que irá nos guiar durante este semestre.

      Durante esta semana, você vai ler uma narrativa, escolhida dentre as três abaixo selecionadas, observando o olhar de um estrangeiro que chega à Ilha de Santa Catarina. Os primeiros registros são datados de 1712 e percebe-se o espanto, o encantamento, o estranhamento... dos viajantes sobre as pessoas, os hábitos, os costumes locais. Mais interessante ainda é podermos observar as coisas relativas ao nosso passado sob essa perspectiva estrangeira.

      ______________________________
      ___________________

      HARO, Martim Afonso
       Palma de. (Org.) Ilha de Santa Catarina; relatos de viajantes estrangeiros nos séculos XVIII e XIX. 4. ed., Florianópolis: EDUFSC / Lunardelli, 1996. (seleção p. 15 à p. 28 ou p. 129 à p.145 ou p. 223 à p. 246).


      ______________________________
      ___________________

      Instruções de viagem:

      • Ler pelo menos uma das narrativas da seleção apontada acima (o ideal seria todas) e imaginar uma possível relação com a "Carta de Pero Vaz de Caminha", que, provavelmente você já leu ou conhece de ouvir falar.
      • Relacionar, também, se quiser, com narrativas de viagem da atualidade na ficção.
      • Sugestão: veja, na webteca, a narrativa do catarinense Werner Zotz:

      ZOTZ, Werner. Aventura nos mares do Brasil: velejando de Noronha a Florianópolis. 1. ed. -  Florianópolis: Letras Brasileiras, 2007.
         
      Após a leitura, você está preparado para realizar a atividade da semana.
      Bom Trabalho!
       
      P.S. Frequentem o fórum de notícias. Fiz uma postagem no início de cada uma das três semanas e não recebi nenhuma visita!
       
      P.S. do P.S. Vocês nem poderiam interagir nesse espaço, agora, sim, abri um Fórum Permanente!
    • Tópico 3

      Semana 08 a 15 de abril
       
      Na semana passada, lemos algumas narrativas de viagem. O objetivo principal foi observar os viajantes estrangeiros ao chegarem na Ilha de Santa Catarina e registrarem seu olhar de espanto, dirigido ao outro que aqui morava, então. Assim podemos, pelo olhar desses estrangeiros, observar também quem eram os primeiros habitantes dessa Ilha, o que faziam, como se comportavam.
       
      Cumprida essa etapa, passamos para a seguinte, para acompanhar os

      Primeiros escritos literários em Santa Catarina


      D. Narcisa de Villar


       
      D. Narcisa de Villar é o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil. Para nossa satisfação, a autora, Ana Luísa de Azevedo Castro é catarinense, nascida em São Francisco do Sul. O romance tem sua primeira publicação em folhetim, no ano de 1858 e em livro no ano de 1859:
      CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. D. Narcisa de Villar. 3. ed. - Florianópolis: Edirora Mulheres, 2000.
      Ana Luiza, contemporânea de Castro Alves e de José de Alencar, tinha apenas 16 anos de idade quando escreveu o romance. A obra traz uma história romântica, bem ao gosto do estilo de época do Romantismo (você poderá perceber aproximações a obras dessa época).
      Assembleia das aves é considerada a primeira obra literária de autor catarinense. Marcelino Antônio Dutra, nascido na Desterro, hoje Florianópolis, escreve um longo poema em forma de panfleto com objetivos eleitoreiros ou, quem sabe, eleitorais.
      DUTRA, Marcelino Antônio. Assembleia das aves. Rio de Janeiro: Typografia do Mercantil, 1847.
      Faça esse percurso durante esta semana. Procure ler/comparar com textos da literatura brasileira que você já tenha lido e que tenham alguma característica que se aproxime do estilo literário adotado pela autora de D. Narcisa de Vilar. Descubra caracteísticas do estilo de época aí registrado.
      E/OU

      Em Assembleia das aves você poderá observar as características desse registro. Há críticas a esse texto relativamente à sua qualidade literária (comente se quiser). Observe, porém, que o propósito do autor era o de eleger um amigo à Assembleia Geral Legislativa da Província de Santa Catarina. Há, apenas, uma vaga e dois candidatos: Jerônimo Coelho de um lado e Augusto Livramento de outro.
      Boas descobertas, durante esta semana, a respeito dos primeiros escritos literários que se tem registro em Santa Catarina!
    • Tópico 4

      Semana de 15 a 22 de abril

       
      Grupo "Ideia Nova"

       
      Clique aqui para ampliar

      Fala com que o Exmo. Sr. Dr. Francisco Luís da Gama Rosa abriu a 1ª sessão da 25ª legislatura da Assembléia Legislativa Provincial de Santa Catarina em 5 de fevereiro de 1884. Clique aqui para ampliar.
       

      Olá, pessoal!
       
      A partir das leituras da semana passada, pudemos observar que nas décadas de 1840 e 1850 já tínhamos alguns (poucos) escritores produzindo literatura em Santa Catarina. Mesmo que o mercado editorial não tenha dado visibilidade ao que foi produzido aqui, hoje sabemos que o primeiro romance escrito por uma mulher, no Brasil, teve registro em nosso Estado.

      A questão de que a literatura catarinense produzida aqui ou publicada por editora local não tem visibilidade é, ainda nos dias de hoje, uma realidade. O próprio Salim Miguel, nosso grande escritor da atualidade admite o fato.

      Um evento que proporcionou uma grande virada cultural foi o ocorrido no final dos anos de 1880, quando chegou à Província de Santa Catarina um governador, vindo da Europa, com ideias inovadoras e sugeriu a criação de um Grupo Intelectual que foi chamado "Ideia Nova". O professor Carlos Humberto Corrêa registra esse fato no texto abaixo:
      CORRÊA, Carlos Humberto P.. História da cultura catarinense. Florianópolis: EDUFSC / DC, 1997. (p. 47 – 69)
      Após concluírem a leitura da seleção de páginas 47 a 69 do texto do Prof. Carlos Humberto, vocês estarão preparados para realizarem a nossa atividade da semana. O texto está na webteca com o nome História da cultura catarinense.
    • Tópico 5

      _______________________________________
      ______________________________________________________


      Semana de 22 a 29 de abril


      CRUZ E SOUSA
      poeta catarinense de maior projeção

      Cruz e Sousa



      Após a leitura sobre o Grupo "Ideia Nova", percebemos que em Santa Catarina, já na década de 1880, existiu um movimento que buscou novos horizontes em consonância com a cultura mais universal.
      Gama Rosa, o Governador Poeta, conclamou para seu governo os jovens escritores Virgílio Varzea, Santos Lostada, Araújo Figueredo entre outros que conviveram, à época, com seu amigo particular, Cruz e Sousa. Depois dessa experiência e de perceberem as dificuldades da cidade provinciana em que viviam, foram embora para o Rio de Janeiro. Fizeram várias incursões, até que em 1890 Cruz e Sousa mudou-se, definitivamente, para a capital do Brasil.
      Nesse mesmo ano, iniciou-se, na França, o movimento cultural chamado Simbolismo. A questão motivadora da nova estética foi a percepção de alguns escritores, de que o Positivismo de Augusto Comte e o demasiado uso da ciência e do ateísmo (procedimentos do Realismo) não conseguiam expressar completamente o que acontecia com o homem e a Natureza.

      No Brasil, o Simbolismo teve início oficialmente em 1893, com a publicação de Missal (prosa poética) e Broquéis, de Cruz e Sousa, considerado o maior representante do movimento no país, ao lado de Alphonsus de Guimarães.

      Percebam o quanto Cruz e Sousa já havia se preparado para, agora, no espaço de apenas três anos, lançar seus dois livros que são os marcos definitivos da nova estética no país.

      A esta altura do Curso de Letras, vocês já devem ter lido/estudado esse conteúdo.
      Para ler mais a respeito do Simbolismo no Brasil, indicamos, dentre várias outras obras:
       
      MURICY, Andrade. Panorama do movimento simbolista brasileiro. V. 3, Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1952, pp. 37-54.


      Curiosidade:

      Seguindo a esteira da invisibilidade, apresento a vocês um poeta catarinense que é classificado como simbolista, mas que não é conhecido, uma vez que é um poeta “sem beca” e sem grupo e sem livros publicados.

      ROSAS, Ernani. Cidade do ócio: entre sonetos e retalhos. Org. Zilma Gesser Nunes. Florianópolis: EdUFSC, 2008.

      Vocêsp odem ler os poemas de Ernani Rosas e de Cruz e Sousa e apreciar seua manuscritos nos links abaixo:

      http://www.portalcatarina.ufsc.br/

      http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/

    • Tópico 6

      Semana de 29 de abril a 06 de maio


      Homens e Algas


      GERAÇÃO DA ACADEMIA



      Você deve estar percebendo os movimentos culturais que surgem de tempos em tempos em Santa Catarina e vão delineando seu perfil intelectual.

      Depois que os jovens escritores mais influentes que tinham tomado parte do Movimento "Ideia Nova" foram embora para o Rio de Janeiro, Santa Catarina se ressente de lideranças intelectuais para formação de novos grupos ou mesmo de manifestações individuais que deixassem suas marcas na cultura local.

      Santa Catarina passa por turbulências políticas desde o final da década de 1880, quando o Estado se envolve na Revolução Federalista e a capital da província passa a se chamar Florianópolis em homenagem a Floriano Peixoto. A ordem imposta, sob força de armas poderosas (é nessa época que acontece o episódio dos fusilamentos na Ilha da Anhatomirim), os intelectuais se recolhem, mesmo porque os que tinham se manifestado, tinham sido mortos junto com os que se manifestaram contrariamente ao governo federal.

      O Governo Hercílio Luz assume o poder (1894) e a "ordem" se estabelece.

      Alguns anos depois, surge nova questão política que vai dirigir as atenções para o lado dos conflitos e, novamente não se percebem novas formas de expressão culturam no Estado. É a Guerra do Contestado que ocupa a atenção dos catarinenses e vai até 1915, com o conflito por questões de fronteira com o Estado do Paraná.

      O fato relativo ao desenvolvimento cultural e que se pode destacar nessa época, é a fundação do Ginásio Catarinense em 1906, por padres Jesuítas, na capital do Estado.

      Mas é somente entre as décadas de 1920 e 1930, que vai surgir uma “inovação” no que se refere às manifestações culturais.

      Para conferir esses dados, sugerimos a seguinte leitura, que está na webteca:

      CORRÊA, Carlos Humberto P. História da cultura catarinense. Florianópolis: EDUFSC/DC, 1997, p. 137 à p. 157.

      Nesse texto, no capítulo relativo à criação da Academia Catarinense de Letras, p.137 à p. 157, você pode perceber a importância de Othon Gama D’Eça para o movimento cultural em prol da criação dessa Academia. Abaixo, temos uma obra do autor que revela as características literárias predominantes da Geração da Academia:

      D’EÇA, Othon. Homens e algas. – 4 ed. - Florianópolis: Insular, EdUFSC, 2003.

      Boas leituras!
    • Tópico 7

      Semana de 06 a 13 de maio


      Folha da Juventude

      Fac simile Folha da Juventude. Clique na imagem para ampliar.

      Modernidade em Santa Catarina

      Conforme leituras anteriores, percebemos que até a década de 1940 a Academia Catarinense de Letras, com seu conservadorismo, ditava as diretrizes da cultura em Santa Catarina.

      A partir de 1946, alguns jovens começam a se reunir com a finalidade de se organizar um novo movimento cultural em Santa Catarina. Os principais meios de divulgação de suas ideias, eram pequenos jornais locais como Folha da Juventude (1946 - 1947); Cicuta (1947) e a Revista SUL (1948 a 1957).

      Em 1947, Salim Miguel dá um grito de liberdade, publicando em jornais sua manifestação pela necessidade de renovação cultural no Estado.

      Cinco escritores se unem em torno desse ideal: Aníbal Nunes Pires, Ody Fraga, Eglê Malheiros, Salim Miguel e Antônio Paladino.

      O Movimento foi abrangente, envolvendo o teatro, o cinema, as artes plásticas e a literatura.

      Pretendiam que Santa Catarina entrasse em consonância com os ideais modernistas que circulavam no país desde 1922.

      Aprofunde sua leitura sobre o Grupo Sul.

      Você dispõe, no link abaixo, do artigo mais completo e atual sobre o Grupo Sul na Revista de Ciências Humanas. Vol. 43, Nº 1, abril de 2009, p. 9 a p. 95. SUL:

      https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/754261/mod_folder/content/0/Grupo_Sul_e_a_Revolucao_Modernista_em_Santa_Catarina.pdf?forcedownload=1

      Você dispõe, na Biblioteca Digital do NUPILL (Núcleo de Pesquisas em Informática, Linguística e Literatura), a coleção completa das Revistas SUL:

      http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/

    • Tópico 8


      Semana de 13 a 20 de maio


      Bell



      Poéticas experimentais


      Assim como em dimensão nacional, em Santa Catarina surgem grupos de poetas que buscam dar visibilidade à sua produção e fazem experiências, saindo da forma tradicional de divulgação da poesia.

      Lindolf Bell liderou um Movimento chamado Catequese Poética, uma iniciativa que levava poesia às ruas por meio de recitais, camisetas, distribuição de panfletos nas vias públicas, cartões, praças, escolas, enfim, em todos os lugares, mesmo em tempos de Ditadura Militar (década de 1960), propondo, dessa forma, a socialização da arte. Conheça o poeta Lindolf Bell e a sua “Catequese Poética”
      Sugerimos o site abaixo, mas há muitos outros publicados na internet.


      http://www.lindolfbell.com.br/catequese.php


      Varal

      Na década de 1970, Alcides Buss propõe uma outra forma de democratizar a arte por meio de exposições artísticas que circulavam de forma itinerante, especialmente os textos literários, que eram expostos na forma de varal. Conheça o poeta Alcides Buss e o seu “Varal Literário” em

      http://www.alcidesbuss.com/

    • Tópico 9

      Semana de 20 a 27 de maio

      Participação na Semana Acadêmica de Letras

       

      Durante esta semana, estará acontecendo a VII Semana Acadêmica de Letras da UFSC.

      Em nosso Plano de Ensino consta, como nossa única atividade presencial a participação dos alunos no evento.

      Programamos um Grupo Temático colocando em debate alguns dos textos lidos até agora. Feito o convite, os alunos que aceitaram apresentar trabalho, propuseram o GT no seguinte formato:

      GT
      Coordenadora: Profª Zilma Gesser Nunes
      Título: Literatura em Santa Catarina: uma questão de visibilidade
      Data: 22/05
      Hora: 18h30 - 20h

      Participantes:

      Gisiane Cabral (UFSC)
      Título: PANORAMA DA LITERATURA DE SANTA CATARINA

      Shehrazad Elis Ramos Daoud  (UFSC)
      Título: Interfaces entre os cronistas do descobrimento e as narrativas de viagem catarinenses

      Sílvio Somer (UFSC)
      Título: O pioneirismo de D. Narcisa de Villar

      Leonan Felipe de Oliveira Quadros (UFSC)
      Título: Marcelino Antonio Dutra

      Camila Ambrosini (UFSC)
      Título: Grupo Ideia Nova: Inovando o intelecto e a cultura catarinense.
      Sala: 247

      É compromisso de todos os alunos participarem do GT nesse dia/hora. Essa será a atividade da semana, que será validada mediante a assinatura em uma lista de frequência que será disponibilizada na ocasião.

      Até lá!

      • Tópico 10


        Semana de 27 de maio a 03 de junho

        Durante esta semana vamos ler um pouco de poesia catarinense contemporânea!

        Da obra: SILVEIRA DE SOUZA. Poesia contemporânea em Santa Catarina. Florianópolis: Garapuvu, 2003, escolhi o texto "Pulsação Poética" escrito pelo Professor Lauro Junkes para situar a poesia em nosso Estado na atualidade.

        Leia o texto "Pulsação Poética", leia também o poema abaixo e depois siga para a tarefa da semana.



        PRIMEIRO SONETO BARROCO
        (Alckmar Luiz dos Santos)

        O todo sem a parte não é todo,
        A parte sem o todo não é parte,
        Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
        Não se diga que é parte, sendo todo.
        Gregório de Matos


        Um simples conformar-me a olhos tais
        Foi firme e certo intento em não querê-la:
        Recusa de ceder ao que — tão bela —
        Seria morte em mim, um fim, sem mais.

        E mais, ainda, a afronta desse viço
        Que — tão contrário a mim — se faz arauto
        Da dor com que me vejo louco e falto
        Da força com que arrosta o fado imigo.

        Mas, deu-se o renascer (que nem é certa
        Idéia que de mim se afirme à custa),
        E fez de outra fatura o meu olhar-te:

        E fez de mim — ruína que antes era —
        Um ínfimo infinito: imagem sua,
        Ao dar-se em todo inteiro o que era parte.
      • Tópico 11


        Semana de 03 a 10 de junho


        O ROMANCE em Santa Catarina

        De acordo com o Prof. Lauro Junkes, e conforme leituras feitas em semanas anteriores, foi somente em meados do século XIX que o homem catarinense experimentou suficiente estabilidade e segurança para ensaiar os primeiros passos no campo da criação literária. O professor nos deixou apontamentos, a partir dos quais se pode construir uma cronologia do gênero Romance em Santa Catarina.

        A abertura para essa fase se dá com a fundação do primeiro Jornal de Santa Catarina - O Catharinense - por Jerônimo Coelho, em 1831.


        O Catharinense
        Primeira página do primeiro número do Jornal O Catharinense, 1831.

        Segundo outra pesquisadora da Literatura em Santa Catarina, a Profa. Zahidé Lupinacci Muzart, "Escrever a história do romance em Santa Catarina é escrever a história do folhetim nos jornais do Desterro, pois de publicado em livro, pouca coisa nos ficou." Ver o artigo da professora "O Folhetim no Desterro em Relação ao Modelo Francês".

        Se você quiser ler um folhetim, abra o link que o levará ao Jornal O Moleque, do número 19 ao 24, onde poderá acompanhar "O Retrato da Noiva", de autoria de Luiz Franco.


        Desde o primeiro romance, abordado no início da discilina, D. Narcisa de Villar, de Ana Luiza de Azevedo Castro (1859), até hoje, muito se produziu em terras catarinenses. Por vezes, falta divulgação, mas após uma leitura rápida do texto acima, produzido a partir de informações do Prof. Lauro, vocês perceberão que a seleção ali feita é extensa. E é uma seleção, portanto, um recorte e grande. Eu poderia continuar essa lista e, garanto, seria também grande. Vou citar, apenas, o nome de duas romancistas que foram minhas alunas no Curso de Letras: Antonieta Mercês e Bianca Furtado e de dois escritores e alunos atuais: Sérgio Meira e Rafael Reginato.


      • Tópico 12

        Semana de 10 a 17 de junho

        Conto contemporâneo em Santa Catarina

        Na semana passada, entramos em contato com o Romance catarinense. Acompanhamos a trajetória do gênero que tem início, timidamente, lá por meados dos anos 1800 e vai se constituindo e representando o Estado, seja culturalmente, seja geograficamente ou politicamente falando. Temos marcos representativos em diversos momentos da nossa história que ficaram registrados na literatura de ficção.
        Da mesma forma como o romance, o conto, segundo o pesquisador Carlos Jorge Appel

        como de resto em todo o país, teria nascido com a Imprensa. Ela aparece em Santa Catarina em fins do século XIX, quando o Realismo e o Naturalismo já descreviam uma curva descendente e despontavam os primeiros sinais do Simbolismo, em cujas águas surgiriam Cruz e Sousa e Virgílio Várzea, para citar dois importante nomes das letras catarinenses." (APPEL in SOARES, 1974: 08)

        A Geração da Academia dá continuidade às características do conto que até aqui se apresentavam: descritivismo, cenas e tipos do mar, a natureza aparece como elemento básico. Destaque aqui a Tito Carvalho, autor que representa com maestria o regionalismo da serra catarinense.

        O Grupo Sul, conforme já estudamos, representa a ruptura, a inovação. Surgem grandes contistas com a abertura proporcionada nessa ocasião. Com Salim Miguel à frente dos chamados "modernistas" surge uma inovação na linguagem, nos temas, pretendendo uma reação à classe dominante.

        Após o Grupo Sul, as iniciativas são individuais, não surgem mais grupos e os escritores aparecem de forma dispersa ou independente.

        Leia mais sobre o tema em:

        SOARES, Iaponam. Panorama do conto catarinense. 2 ed. Porto Alegre: Movimento, 1974.

        Silveira de Souza, ao apresentar o livro: CARVALHO, Regina. O novo conto catarina. Florianópolis: EdUFSC, 2008, diz que as principais coletâneas de contistas de Santa Catarina, além desta que apresenta, são, primeiramente, a obra de Iaponam Soares, acima citada, seguida de Assim escrevem os catarinenses (1976); Vinte e um dedos de prosa (1980); Este mar catarina (1983); Este humor catarina (1996); e Nossos melhores contos (2003).

        Conto
        Você poderá conferir alguns contos dramatizados, dos autores acima citados, na Rádio Campeche, no seguinte endereço:

        http://www.arpub.org.br/index.php?option=com_wrapper&Itemid=289

        Bom proveito!
      • Tópico 13


        Semana de 17 a 24 de junho
         
        Prática como Componente Curricular (PCC)
         
        Nossa disciplina prevê 05 horas de Prática como Componente Curricular, como cumprimento de uma determinação do MEC de que os alunos reflitam sobre a forma como poderão aplicar os conteúdos das diferentes disciplinas do Curso.
         
        Durante esta semana, vamos ler um pouco de literatura infantil e juvenil produzida em Santa Catarina e pensar em uma prática pedagógica.



        Errar
        (BUSS, Alcides, A poesia do A B C)

        Vibrar com i, é só rir...
        Vibrar com e é ferver, é ferver.
        Vibrar com o é compor.
        Vibrar com a é cantar, cantar, cantar.
        Vibrar com u, é murchar...
        A rimar, a rimar o r erra no ar!


        Durante esta semana, vamos entrar em contato com a produção literária infanto juvenil em Santa Catarina.

        A apresentação a seguir da Professora/Escritora Eliane Debus traz a síntese de um projeto de pesquisa que ela realiza com vistas a mapear a produção literária para jovens leitores em nosso Estado.

        Veja a apresentação da Professora no link abaixo (por ser um power point, poderá demorar um pouquinho para carregar):

        Literatura Infanto-juvenil Eliane Debus

        As narrativas curtas são predominantes nesse universo. Contudo, gostaria de destacar o livro de poesia de Alcides Buss, destinado ao público infantil:

        ABC


        Leia a sinopse do livro:

        A poesia de Alcides Buss é deliciosa!
        É um prato requintado a qualquer leitor, seja ele criança ou adulto. Os poemas, ao serem lidos, contam e dançam em nossa "língua", ao mesmo tempo que agradam o coração. O autor consegue fazer poesia com simplicidade, harmonia e inteligência, respeitando o pequeno leitor e enriquecendo as nossas letras.
        Não é à toa que A poesia do ABC foi premiada pela APCA - Associação Paulista
        de Críticos de Arte. Deixe A poesia do ABC encantar sua casa e sua escola!
        Indicado com recomendação para todo o Ensino Fundamental.

        Sumário:

        A AVE
        BOM DE BOLA
        O CARACOL
        DEDOS
        EU E VOCÊ
        FIO DE FALA
        A GARRA DO GATO
        RISOS
        SEM FALAR EM BUZINA
        JÓIA
        QUADRINHA
        LAÇOS DE FLORES
        O MAR, A MAR
        NÃO VALE A PENA?
        OVÁRIO
        PÉ DE POESIA
        O QUE DO QUERUBIM
        ERRAR
        SER OU NÃO SER
        TESOURO
        AVENTURA NOTURNA
        V DE VITÓRIA
        COM W E COM V
        XEROX
        I DE ARTISTA
        A SORTE

        Conforme a apresentação de Eliane Debus, é a partir da década de 1970 que a produção literária para crianças e jovens se faz representar com maior expressividade em Santa Catarina.

        Dentre essa produção, há uma variedade de estilos, de formas, de linguagens...
        ... uma obra singular, escrita em 1976, é Ida e volta de Juarez Machado, premiado como "O melhor livro sem texto". Confira parte dessa obra no link abaixo:

      • Tópico 14


        Semana de 24 de junho a 01 de julho


        REMEMORANDO



        Literatura em Santa Catarina: leituras, trocas, aprendizagem, descobertas...


        ER Para Oscar Rosas

        Atlântida dos meus quatorze ramos,
        Linda Nau, que encalhaste nestes mares,
        Quanta saudade tenho dos palmares,
        Onde cantam sabiás e gaturamos!

        Como me exulta a tua claridade
        E a asa do teu sol pestanejante
        Onde já me abrigaste, tiritante,
        A desalmada noite da saudade!

        Marítimo jardim d’Além cismares,
        A cantar e a florir, de fonte em fonte,
        Recordas um rosal, sonhando aos luares...

        Para os insetos, para o Sol nascente,
        Quando as cínzeas gaipavas no horizonte,
        Fecham um colar de asas no ocidente.

        (Ritus da Cruz)
        Pseudônimo do poeta catarinense Ernani Rosas

        Durante este semestre estivemos em contato com a Literatura em Santa Catarina de maneira panorâmica, por meio de textos no ambiente que nos foi oferecido na Plataforma Moodle.

        Hoje, gostaria que observassem a nossa caminhada até o presente momento, que se constituiu dos seguintes tópicos, desenvolvidos a cada semana:

        1) O mosaico étnico desenhado juntamente com o Hino do Estado
        2) Panorâmica da Literatura em Santa Catarina
        3) Narrativas de viagem
        4) Primeiros escritos literários em Santa Catarina
        5) Grupo "Ideia Nova"
        6) O Simbolismo: Cruz e Sousa em nossa biblioteca digital
        7) Geração da Academia
        8) "Grupo Sul": o Modernismo
        9) Poéticas Experimentais
        10) Poesia contemporânea
        11) Romance contemporâneo
        12) O Conto
        13) Literatura Infanto-Juvenil

        Estamos chegando ao final do semestre programado para acontecer em 15 semanas.

        Em nosso Plano de Ensino, há a previsão de três avaliações:
        1) postagem das atividades;
        2) PCC (vocês fizeram esta semana);
        3) Um texto crítico sobre um autor, ou obra, ou um aspecto da Literatura em Santa Catarina.


        Resumindo:
        Atividade de número 14 (escrever um texto crítico sobre um aspecto da Literatura em Santa Catarina, ou um autor, ou uma obra, ou uma entrevista com autor catarinense).
      • Tópico 15


        Período de 01  a 08 de julho


        Recuperação de Atividades


        A partir de hoje, até o dia 08 de julho, vamos manter abertas todas as atividades do semestre para que os alunos que, por algum motivo, não postaram as atividades tenham essa oportunidade agora.

        A postagem das atividades será computada como uma das três avaliações do semestre. O aluno deverá ter postado 70% das atividades (10 tópicos) para ter esta avaliação garantida.

        Para ter direito a esta "Recuperação de Atividades" o aluno deverá ter postado, no mínimo três delas durante o semestre.

        A metodologia da Recuperação será a seguinte: o aluno lê a tarefa no tópico, em ordem cronológica, mas não terá um lugar para postar ali. Reunirá todas as tarefas em um único arquivo, identificando cada uma delas, dizendo a que tópico se refere, e enviará neste tópico, criado especialmente para isso. Fiquem atentos para o prazo: 08 de julho.

        Bom trabalho!