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Limites do sistemismo e complexidade

 
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Limites do sistemismo e complexidade
por Lourenço Kawakami Tristão (202000796) - Monday, 23 Mar 2020, 15:22
 

Boa tarde, professor

Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo pelas aulas, ajudaram muito no esclarecimento das ideias dos textos! Também acredito ser importante manter de alguma forma as atividades da vida, já que a tecnologia tem permitido essas novas formas de trabalhar, sempre preservando a saúde em primeiro lugar!

Gostaria de fazer uma breve relação com um texto que estou relendo, Edgar Morin reconhece a importância da teoria dos sistemas, cibernética e das teorias da informação para a construção da sua própria epistemologia da complexidade, entretanto, assim como Demo, não deixa de tecer críticas ao sistemismo generalizado. 

"A ação supõe a complexidade, isto é, acaso, imprevisto, iniciativa, decisão, consciência das derivas e transformações. A palavra estratégia se opõe à programa [sistema]. Para as sequências integradas a um meio ambiente estável, convêm utilizar programas. O programa não obriga a estar vigilante. Ele não obriga a inovar. Assim, quando vamos para o trabalho no volante de nosso carro, parte de nossa conduta é programada. Se um engarrafamento inesperado surge, é preciso decidir se vai se mudar ou não de itinerário, infringir o regulamento:  deve-se fazer uso de estratégia.

Por isso devemos utilizar múltiplos fragmentos de ação programada para podermos nos concentrar no que é importante, a estratégia no acaso." (MORIN, 2015, p. 81) 

Acredito que esta concepção de Morin se aproxima da concepção de sistemas adaptativos de Buckley, defendendo a sistematização, mas de um ponto de vista minimalista, ou seja, sistematizando o necessário, mas deixando espaço para a estratégia, a criatividade, a inventividade, etc.

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Re: Limites do sistemismo e complexidade
por Mauricio Roque Serva de Oliveira - Monday, 23 Mar 2020, 20:08
 

Obrigado pela força, Lourenço. Morin criou uma abordagem simplesmente notável, ao combinar Sistemas, Fenomenologia e Dialética. Assim, numa elaboração única, conseguiu evitar o determinismo sistêmico (tão criticado por Demo), aproveitando muito bem alguns de seus avanços para a ciência e, ao mesmo tempo, o enquadrando na lógica dialética; uma criação que marca época no conhecimento ocidental.