Características de Espécies Agroflorestais (CEA): Banco de dados da matéria (em construção)

Uma das atividades nas matérias de Sistemas Agroflorestais na UFSC é a construção colaborativa de um banco de dados das características ecofisiológicas (adaptações e efeitos ambientais) e culturais (usos, orientações de manejo) de espécies úteis para sistemas agroflorestais no Sul do Brasil e outras partes do mundo com condições parecidas. P.f. apenas editar se tiveres:
* certeza da confiabilidade da informação a ser acrescentada e
* confiança de como editar os googledocs sem prejudicar o conteúdo e formatação do banco de dados já existente.

Definição das formas de crescimento:

Para sistematizar a capacidade competitiva de arbóreas e seus vizinhos com a vegetação espontânea é útil considerar uma classificação simplificada de tipos funcionais (i.e. a forma de crescimento), que integra os seguintes aspectos mais ou menos bem (entre outros):

- a que altura (em relação às competidoras) as plantas projetam sua área fotosintética principal,
- com que velocidade conseguem projetar sua área foliar encima dos competidores,
- em que momento estão fotosintetizando mais (época do ano, estágio de desenvolvimento, etc) e se esse momento espécies vizinhas com copas mais altas estão sem folhas (decíduas) ou senescentes (passado do seu período mais produtivo),
- o quanto toleram crescer e produzir na sombra,
- o quanto que precisam de sombra para se desenvolver e/ou produzir.
Já que essas são características ecofisiológicas muito detalhadas que não temos disponíveis para a maioria das espécies, é muito útil usar as formas de crescimento como indicadores muito simplificados, mas mesmo assim capturando relativamente bem algumas das características ecofisiológicas acima. Porém, queremos saber o quanto essas formas de crescimento realmente predizem o sucesso de consórcios entre cultivos arbóreos e cultivos herbáceos/arbustivos. Por isso testaremos essa hipótese e usaremos as formas de crescimento (modificado de Cornelissen et al. 2003) como um fator experimental manipulado:

["b"] Herbáceas basais

Plantas herbáceas com folhas (p.ex. açafrão-da-terra, Bromeliaceae, etc) ou pecíolos (p.ex. gengibre, etc) emergindo diretamente da altura do solo a partir de:

i)      caules eretos muito curtos (i.e. herbáceas rosuladas, p.ex. Bromeliaceae), ou

ii)    caules subterrâneos (i.e. rizomas, p.ex. Zingiberaceae, Araceae, Cannaceae, etc), ou

iii)   caules deitados encima da superfície do solo (i.e. herbáceas prostradas, p.ex. Cucurbitaceae, batata-doce, espinafre, capuchinha, etc), ou

iv)  caules principalmente laterais perto do solo (p.ex. morango, amendoim, etc).

["e"]  Herbáceas eretas foliosas altas

Plantas herbáceas com caule ereto e folhas concentradas no meio e alto da planta (p.ex. milho, cana-de-açucar, tomate, fisalis, manjericão, erva-cidreira, feijão-de-porco, topinambur, etc)

["s"]   Arbustos e pseudo-arbustos

i)      Plantas lenhosas com copa principal perto do solo e geralmente ramificadas na base (p.ex. guandú, mandioca, chá-preto, mirtilo, etc), ou

ii)    Plantas lenhosas geralmente consideradas árvores, mas que são forçados pela poda em forma de crescimento arbustivo (p.ex. goiaba, etc), ou

iii)   Plantas herbáceas gigantes com tamanho e forma de crescimento arbustivo ("pseudo-arbustos", p.ex. banana, etc)